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Ler maisVocê sabia que o petróleo é a matéria-prima mais utilizada para a produção dos plásticos? Para isso, é necessário extrair e refinar essa matéria-prima, em um processo que envolve práticas poluidoras, como a emissão de gases estufa para a atmosfera. Entretanto, outras formas de produção vêm sendo desenvolvidas, a fim de gerar o que conhecemos hoje como os bioplásticos. De acordo com a Associação Europeia dos Bioplásticos, eles são produzidos a partir de fontes renováveis, e podem ser classificados como bioplásticos ou biopolímeros.
Plásticos Biodegradáveis
Os plásticos biodegradáveis também recebem essa nomenclatura. Esses podem ser degradados por microrganismos, gerando água, gás carbônico (ou metano) e biomassa sob condições específicas. Porém, é importante notar as diferenças entre eles. A biodegradabilidade é uma característica intrínseca do material, independentemente de sua origem. Dessa forma, plásticos biodegradáveis podem ser obtidos a partir de recursos fósseis ou de fontes renováveis. Por outro lado, plásticos de fontes renováveis podem ser ou não biodegradáveis.

Bioplásticos
Matéria-prima
Os bioplásticos podem ser obtidos por uma série de recursos naturais, sendo que a maioria utilizada atualmente provém da agricultura. Grande parte das tecnologias disponíveis hoje é baseada em plantas ricas em carboidratos, como grãos, milho, batata, cana de açúcar ou óleos vegetais. Um exemplo é o amido de milho, que pode ser hidrolisado e utilizado como matéria-prima na fermentação do ácido lático, que origina o PLA (poliácido lático).
Aplicação
A aplicação mais comum para bioplásticos é em embalagens, que podem ser compostas de PLA, PET ou polietileno. Esse campo representou quase 40% (1,6 milhões de toneladas) do mercado total de bioplásticos em 2016. Além de embalagens, o PLA também pode ser usado como fibra no setor têxtil.
Outros exemplos
Outro polímero, o PBS (polibutileno de succinato) tem como precursor o ácido succínico, e já é utilizado em roupas e em calçados esportivos, veículos, embalagens e fibras. A poliamida de fonte renovável também pode ser aplicada tanto em materiais esportivos e automóveis, como também em produtos eletrônicos e móveis. Além disso, alguns termoplásticos com essa mesma origem possuem aplicação de alta tecnologia, como em embalagens especiais ou em energia alternativa.
Esse setor tem apresentado rápido crescimento e inovações contínuas. Um estudo publicado pela European Bioplastics estimou que a capacidade global de produção deverá aumentar de cerca de 4,2 milhões de toneladas em 2016 para aproximadamente 6,1 milhões de toneladas em 2021, assim como a expansão de seu uso em bens de consumo, no setor automotivo e de transporte e em construção, onde os polímeros de desempenho técnico estão sendo utilizados. Juntamente com o crescimento da variedade de materiais plásticos, propriedades como flexibilidade, durabilidade, transparência, resistência ao calor, brilho e muitas outras foram significativamente aprimoradas.

Vantagens
1. Diminuição da dependência em relação aos combustíveis fósseis;
2. Contribuição para a proteção do planeta, por meio da redução das emissões de gases de efeito estufa;
3. Reduzir o consumo de energia;
A exploração de resíduos de biomassa derivados de produções agrícolas para a produção de bioplásticos pode representar uma contribuição significativa para a eficiência no uso de recursos (resíduos servindo como matéria-prima para uso industrial) e proteção climática. Um exemplo é o desenvolvimento de tecnologia para a obtenção de plásticos originados de material lignocelulósico. Por isso, essa área merece mais esforços de pesquisa e desenvolvimento técnico. Além disso, os resíduos de sacolas de plástico biodegradável auxiliam a separação limpa e a coleta de resíduos orgânicos. Entretanto, é importante notar que esses resíduos devem ter um destino final adequado, como a compostagem ou um digestor anaeróbio, de forma a otimizar a biodegradabilidade desses materiais. Assim como os plásticos tradicionais, os bioplásticos não se degradam adequadamente em aterros sanitários, devido à carência de oxigênio e umidade.
Cenário atual
Atualmente, os bioplásticos ainda representam menos de 1% da produção mundial de plástico. O principal motivo associado a isso é que eles ainda são caros para serem produzidos. Entretanto, os avanços na engenharia genética e metabólica permitiram o desenvolvimento de novas cepas de microrganismos e plantas capazes de melhorar o rendimento da produção e diminuir custos. Esse fator, associados ao crescente preço do petróleo e à consciência ambiental, tende a permitir a expansão do mercado de bioplásticos em um futuro próximo, que tem expectativa de crescimento de 20% ao ano.
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