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Read More“Tempo de Prateleira: seu produto está pronto para ser comercializado?” por Raianne Vasconcellos, gerente de performances da Legado Consultoria Júnior
Os consumidores, cada vez mais, têm acesso a produtos industrializados, pela praticidade que os mesmos apresentam frente ao modo de viver cada vez mais corrido que levamos. Porém não é só quantidade de alimentos disponíveis que importa, a exigência pela qualidade também é alta. Além disso, a expectativa de que a qualidade seja mantida por um grande período entre a compra e o consumo também vem crescendo. O tempo que o produto permanece apto para o consumo é denominado tempo de prateleira, “shelf life” ou comumente conhecido como prazo de validade.
O tempo de prateleira é influenciado por uma série de fatores intrínsecos e extrínsecos. Como exemplo de fatores intrínsecos ao alimento, temos: atividade de água (quanto maior a quantidade de água disponível em um alimento, mais rápida será sua deterioração), valores de pH. Além da presença de oxigênio, quantidades de nutrientes presentes no alimento (nutrientes podem ser “alimentos” de microrganismos, portanto, quanto menos tiver mais conservado ficará), microflora natural, entre outros. Tem-se também fatores extrínsecos como: perfil de tempo-temperatura durante o processamento, controle de temperatura durante o armazenamento e distribuição, composição do dentro da embalagem, manuseio do consumidor, e outros.
Por se tratar de uma medida que depende de uma variedade de fatores é um pouco complexo de se estimar. Muitas vezes, a vida de prateleira é estimada com base em produtos semelhantes já existentes no mercado ou em registros da literatura. Porém. quando se trata de um produto novo, a maneira mais correta e precisa é simular as condições de armazenagem, distribuição, exposição e uso por parte do consumidor. Entretanto, essa técnica despenderia muito tempo e dinheiro. Usualmente, o que se faz são os chamados estudos acelerados. Neles os alimentos são submetidos a várias condições de temperatura e umidade relativa, em geral superiores aos valores que serão utilizados na estocagem, e analisa-se periodicamente os resultados obtidos.
Existem modelos matemáticos sofisticados que expressam as alterações de um alimento em formas gráficas, em termos de três ou mais variáveis, dependendo do produto a ser analisado.
No Brasil, o órgão que regula como serão feitos esses testes é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) pela Consulta Pública de número 16, de 15 de março de 2006. Nela é estipulado que os estudos acelerados devem ser feitos nas temperaturas de 40°C ± 2°C, e 50°C ± 2°C, nos tempos de 0, 3 e 6 meses, e 0 e 3 meses, respectivamente, onde deverão ser realizados todos os testes descritos na monografia analítica específica de cada produto. Já para os estudos de longa duração deveram ser conduzidos a temperatura ambiente, nos tempos de 0, 6 e 12 meses, e anualmente após o primeiro ano até o prazo de validade declarado no registro.
Por mais complexa que possa ser sua determinação, a vida de prateleira de um produto é uma etapa fundamental na elaboração do mesmo, e descobrir novas formas de estendê-la pode tornar o produto mais atrativo. Por isso, a Legado Consultoria oferece este serviço, pensando justamente em você, que deseja ter um alimento com qualidade garantida e estar em dia com as legislações vigentes. Nossa expertise vai desde projetos de determinação de prazo de validade até mesmo estudos para propor novos métodos de conservação. Ficou interessado? Não deixe de entrar em contato pelo formulário abaixo e de conhecer nosso Instagram!
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